“Os pais não entram na sala.”
Retira-se à criança a única coisa que torna uma separação suportável, que é atravessá-la aos poucos, com a pessoa em quem confia por perto.
Criar com vínculo e estrutura
Aprende a distinguir o que é normal do que precisa de atenção, segue um plano de adaptação passo a passo, e fica a saber exatamente o que dizer quando a escola te disser que não. Dos 6 meses aos 10 anos.
Por Iolanda Magalhães, licenciada em Psicologia e em Direito, ex-advogada, mãe de dois.
Quero chegar preparada a setembro · 37€Preço de lançamento até 1 de setembro. Depois, 47€. Esclarecimento de dúvidas de 1 de setembro a 31 de outubro. Acesso imediato e para sempre.
Faltam duas semanas.
Já compraste a mochila e já escreveste o nome em tudo.
E à noite, quando a casa fica em silêncio, aparece sempre a mesma pergunta: será que ela é pequena demais para isto?
Procuras vídeos. Lês comentários. Perguntas a quem já passou por isto.
A tua mãe diz que é deixar chorar, que contigo foi assim e não te aconteceu nada.
A educadora diz que não convém prolongar a despedida.
Uma amiga garante que ao terceiro dia o filho já entrava a correr.
E tu já não sabes em quem acreditar.
Depois chega setembro. Ela agarra-te a perna, tu sais com o choro atrás de ti e passas a manhã inteira a trabalhar com aquele som na cabeça. À tarde vêm dizer-te que correu bem, que parou dois minutos depois. E ficas sem saber se acreditas, ou se aquilo é só o que se diz a todas as mães.
O que te falta não é força. É saber o que é normal, o que é sinal de alarme, o que podes pedir à escola e o que fazer na manhã seguinte.
O que se ouve em setembro
Três frases ditas com a maior das naturalidades, como se fossem regra assente.
“Os pais não entram na sala.”
Retira-se à criança a única coisa que torna uma separação suportável, que é atravessá-la aos poucos, com a pessoa em quem confia por perto.
“Não pode vir buscar a criança à hora que lhe apetece.”
O horário de saída é apresentado como regra fechada. E uma criança que sai antes de se esgotar leva para casa uma experiência boa, em vez da memória do limite.
“Se ainda usa fralda, não pode ficar inscrita.”
Uma condição que não está escrita em lei nenhuma, e sobre a qual o Ministério da Educação já se pronunciou expressamente.
Nenhuma destas frases é lei.
São hábitos da instituição, ditos ao balcão, a uma mãe ou pai que naquele momento não tem argumentos nem vontade de estragar a relação logo no primeiro mês.
É aí que a maior parte de nós cede. E cede por falta de palavras, não por falta de razão.
Quando a escola disser “não pode”, deixas de responder “está bem”. Passas a ter uma carta escrita, fundamentada, e um plano concreto para pôr em cima da mesa.
O que muda
Perguntas diariamente: hoje deixo-o mais tempo?
Sabes quando avançar de fase, e quando recuar sem sentires que falhaste.
Improvisas nas manhãs em que corre tudo mal.
Tens doze ferramentas concretas e escolhes a que serve para aquele dia.
Ouves “não pode” e ficas sem resposta.
Entregas uma carta fundamentada, com um plano em anexo, e a conversa muda de tom.
Sais da sala sem saber se aquele choro é normal.
Reconheces o choro que faz parte do processo, e o que pede outra atenção.
A educadora leva semanas a perceber quem é a tua criança.
Entregas-lhe, no primeiro dia, o que a acalma e o que a desregula, por escrito.
Fazes tudo com a dúvida de estares a prejudicá-la.
Percebes o que se passa dentro dela, e atravessas as manhãs difíceis com outro chão.
O que recebes
Carta à escola · adaptação respeitosa
Uma carta pronta a preencher, assinar e enviar, com a fundamentação já escrita, e um anexo com uma proposta de plano por fases, horários e compromissos assumidos por escrito.
Vai acompanhada de um segundo documento com as instruções, o enquadramento e o que fazer se a escola não ceder.
Deixas de discutir princípios ao balcão e passas a apresentar um plano concreto, difícil de recusar.
Duas cartas à escola · desfralde
Uma carta informativa, para quando a escola pressiona pelo desfralde, e outra com fundamentação jurídica, para quando condicionam a inscrição ou a continuidade.
Também em dois documentos, instruções e modelo pronto a enviar.
Deixas de sentir que estás a pedir um favor, e passas a saber o que podes exigir e com que fundamento.
O guia · 65 páginas
Cinco partes: compreender o que se passa na criança e porquê; preparar a escola, as semanas antes e a ti própria; o plano gradual, a manhã, a despedida, o reencontro e as doze ferramentas; um capítulo por faixa etária, dos 6 meses aos 10 anos; e as situações concretas, incluindo o que fazer quando está a correr mal.
Deixas de decidir por palpite alheio e passas a decidir com critério próprio.
Apresentação do bebé · 4 aos 24 meses
Um formulário escrito na primeira pessoa do bebé, para preencheres e entregares em mão. O que o acalma, como comunica antes de falar, o objeto de conforto, o sono, a alimentação, as palavras que se usam em casa.
Uma educadora que lê “eu adormeço se me derem festinhas nas costas” fica com uma pessoa na cabeça, e não com um processo.
Apresentação da criança · 2 aos 10 anos
O mesmo formulário, para crianças mais velhas, com uma secção que ela pode preencher, ditar ou desenhar. O que a acalma, o que a faz piorar, o que a assusta, como entra num grupo.
Chega ao primeiro dia a ser esperada por alguém que já sabe alguma coisa sobre ela, e isso encurta semanas de estranheza.
Setembro e outubro
Um grupo de WhatsApp com as outras famílias, e um documento partilhado onde escreves as tuas dúvidas sobre o guia. Respondo por escrito, entre 24 e 48 horas em dias úteis, de 1 de setembro a 31 de outubro.
Deixas de guardar a dúvida para o fim de semana, e de a resolver com a primeira coisa que aparece nas redes.
Esclarecimento de dúvidas
Escreves a tua dúvida no documento partilhado, uma pergunta de cada vez, com a idade da criança. Respondo por escrito, entre 24 e 48 horas em dias úteis, de 1 de setembro a 31 de outubro. As respostas ficam visíveis para todas as famílias, e muitas dúvidas repetem-se, por isso é provável que encontres a tua já respondida antes de a escreveres.
Estas exigem conhecer a criança, a rotina, a história familiar e a escola, e acompanhar ao longo do tempo. É trabalho de outro formato e outra duração. Quando aparecerem, indico a parte do guia que trata do assunto e, se for caso disso, o tipo de apoio que faz sentido procurar.
Fora do âmbito
A partir de 1 de novembro o grupo e o documento ficam abertos, sem data de fim, para consultares tudo o que foi respondido e para as famílias continuarem a comunicar e partilhar.
Quem escreveu isto
Licenciada em Psicologia e em Direito. Fui advogada até ao nascimento do meu filho mais velho. Sou mãe de dois.
Já passei por duas adaptações com o meu filho mais velho. E acompanhei, com várias famílias, a dor de uma adaptação a correr mal e a impotência de ouvir um “não” da escola a um pedido perfeitamente razoável.
Foi daí que nasceram estes materiais, para tirar essas duas coisas do caminho logo à partida.
Nenhuma mãe devia ter de escolher entre respeitar o filho e manter uma boa relação com a escola.
Juntei aqui as duas coisas que sei fazer. O enquadramento do desenvolvimento vem da Psicologia. As cartas vêm do Direito, e de anos a escrever peças em que uma palavra mal escolhida custa caro.
Escrevo diariamente sobre parentalidade com vínculo e estrutura em @iolandamagalhaes.parentalidade.
Ver por dentro
Deixo aqui páginas reais do guia e dos bónus, e não montagens. Se a forma como escrevo te fizer sentido, o resto é assim.
Antes de decidires
O que levas
Do que se passa dentro dela ao plano por fases, com um capítulo por idade.
Instruções, modelo pronto a enviar e anexo com proposta de plano.
Uma informativa e outra fundamentada, com instruções e modelos.
Formulário na primeira pessoa, para entregar em mão à educadora.
O mesmo dos 2 aos 10 anos, com secção preenchida pela própria.
De 1 de setembro a 31 de outubro, por escrito, em 24 a 48 horas úteis.
Acesso imediato, para sempre, com todas as atualizações futuras incluídas.
Perguntas frequentes
Sim. Há um capítulo inteiro para essa situação, e as fases do plano podem retomar-se a meio, mesmo depois de umas semanas más.
Serve a partir dos 6 meses, e há um capítulo só para a faixa dos 6 aos 12 meses. A apresentação do bebé foi feita a pensar exatamente nessa idade.
O guia vai até aos 10 anos, com um capítulo para a faixa dos 6 aos 10. Nessa idade a adaptação tem outra cara, mais ligada à mudança de escola e ao grupo de pares, e é isso que esse capítulo trata.
O guia tem um capítulo sobre como conversar com a escola, com o que pedir e por que ordem. As cartas trazem uma proposta concreta em anexo, precisamente porque uma escola aceita muito melhor um plano do que um princípio. E há uma secção sobre o que fazer quando, ainda assim, a resposta é não.
Muda o enquadramento, e isso está tratado. As instruções das cartas distinguem escola pública, IPSS e privado, e indicam a quem se dirige a carta em cada caso e que vias existem se não houver acordo.
As instruções incluem uma secção sobre isso, com alternativas de negociação, as vias formais que existem em cada tipo de instituição, e uma nota de realismo sobre quando vale a pena insistir.
Serve, e o plano por fases aplica-se aos dois, mas convém saberes que cada um pode precisar de um ritmo diferente. O guia trata das diferenças de temperamento e do que fazer quando um avança mais depressa do que o outro.
Sim às duas. É PDF, lê-se no telemóvel, no computador ou no tablet, e os formulários e as cartas foram feitos para serem impressos, preenchidos e entregues em mão.
Para sempre, com as atualizações futuras incluídas. O que tem data marcada é apenas o esclarecimento de dúvidas, de 1 de setembro a 31 de outubro.
O esclarecimento decorre de 1 de setembro a 31 de outubro, independentemente da data de compra. O guia e os bónus são teus para sempre, e o documento com as perguntas e respostas fica acessível depois disso.
Por email, logo a seguir ao pagamento, com o acesso a tudo e o link para o grupo.
A diferença está em chegares lá a saber o que vais fazer na manhã em que ela se agarrar à tua perna, e a saber que aquilo tem explicação, tem plano e tem fim.
Até 1 de setembro. Depois, 47€. Acesso imediato e para sempre.